Passado o Natal, a vida tende a voltar ao que era, rs. Graças a Deus o veterinário perto da casa de minha mãe abriu em pleno sábado pós Natal, apesar de achar que todos merecem seu descanso nos feriados e finais de semana. Sei bem o que é não ter folga nesses dias, pois já trabalhei sábado, domingo e feriado.
Então depois de umas guerras emocionais travadas com minha mãe, aproveitei que ela foi viajar e levei a Polly, nossa cadelinha de 14 anos, ao doutor. Minha mãe aparentemente não a levou ainda ao veterinário porque não quer ouvir dele o que ela sabe que ouviria. Disse que iria levar, mas me enrolou e até hoje não levou. Eu morando em outra casa, deixei passar muito coisa e tb comi bola. Entender o "cerumano" é difícil.
Bem, colocamos uma coleirinha na Polly e fomos para o consultório. Ela foi andando com muita dificuldade, mas felizmente o consultório é bem pertinho da casa. Chegando lá o doutor me perguntou em que ele poderia ajudar, e eu comecei a chorar, só vi a coragem indo pra debaixo do ralo.
Minutos depois a gente conversa e ele examina a Polly. Conclusão: pequenos tumores nos ovários e na pele dos mamilos, motivo pelo qual a levamos lá. Para nosso espanto um desvio na mandibula, que não sei se foi devido às brigas com uma outra cachorrinha que tivemos ou se ela caiu na outra casa, enfim, um terror. Os dentes, ela perdeu quase todos também por causa da idade; e derivado disso ,problema nutricional, mesmo minha mãe comprando rações miudinhas. O pelo caiu muito lá no consultório por causa da falta de alimentação adequada.
No meio disso tudo, minha pressão caiu e eu tive de sair da sala se não iria desmaiar lá mesmo.
Minha mãe achou que estava fazendo bem pra Polly tomando as medidas que ela julgava boas, e a gente ficou cega e burra, digo eu e minha irmã, mais eu, porque minha irmã... Só que tudo na vida que a gente faz de errado gera consequências que nos fazem aprender de um jeito doloroso.
Agora ela precisa fazer exames no Provet, tomar remédios e mudar a alimentação só para ração úmida. O que mais me preocupa no momento é levá-la logo ao laboratório. E para complicar não temos carro. Estou pesquisando serviços de taxi-dog, se alguém souber de alguém bacana, me falem. Além disso, em janeiro minha mãe fará uma cirurgia e precisará fazer repouso absoluto, ou seja, terei de cuidar das duas, rs. Ah, e o namorido tb vai viajar em janeiro. Eu fico insegura porque eu mal consigo cuidar de mim e das minhas doenças, mas vou lutar. Só não posso ir sozinha no Provet porque há grandes chances da minha pressão cair, rs.
Vou precisar interromper doações para outras ongs e colocar muita coisa na lojinha para arcar com os custos, que serão muitos.
Por sorte encontrei um veterinário muito bacana. Ele perguntou se a gente pensou em alguma coisa relacionada a sacrificar o animal (obviamente NÃO NÃO NÃO), pois caso fosse sim, ele pediria para procurarmos outra pessoa, pois para ele sua função é LUTAR pela vida do animal.
Hoje foi tudo muito difícil, muito duro, doloroso.
Se por acaso eu apagar o post é porque não consegui externar esse problema. Já quis contar aqui o que há várias vezes, mas apaguei o post.